Pneu remold é seguro? A verdade sobre riscos, durabilidade e custo-benefício

Pneu remold é seguro? Riscos, durabilidade e a verdade

Pneu remold é seguro? A verdade sobre riscos, durabilidade e custo-benefício

O custo de manutenção veicular pesa no bolso de muitos brasileiros. Nesse contexto, o pneu remold surge como uma opção popular e, ao mesmo tempo, controversa.

Com preços que chegam a ser 50% menores que os de um pneu novo, a proposta é tentadora. Mas essa economia vem acompanhada da grande dúvida: afinal, o pneu remold é seguro?

A resposta não é simples. Ela exige uma análise cuidadosa dos processos, dos riscos e da real vantagem financeira. Vamos entender melhor!

O que exatamente é um pneu remold?

Primeiro, é preciso entender o que diferencia um pneu remold de um pneu novo. O pneu remold, ou remanufaturado, reaproveita a carcaça interna de um pneu usado.

Essa carcaça é a estrutura principal, o “esqueleto” do pneu. O processo começa com a seleção de carcaças, que passam por uma inspeção para verificar se não há danos estruturais graves.

Após a aprovação, toda a borracha externa antiga é completamente raspada. Isso inclui a banda de rodagem e os flancos, que são as laterais.

Em seguida, essa carcaça “nua” é levada a um molde, onde recebe uma camada inteiramente nova de borracha. Ela é, então, submetida a um processo de vulcanização, que funde a nova borracha à carcaça antiga sob alta pressão e temperatura.

O resultado é um pneu que, visualmente, parece novo. A principal diferença para o recauchutado é que este último substitui apenas a banda de rodagem, sendo mais comum em veículos de carga.

Os requisitos mínimos de segurança e o selo do Inmetro

Uma das maiores preocupações sobre a segurança do remold é a procedência da carcaça. Como saber a história daquele pneu?

É impossível saber se ele já sofreu impactos fortes ou rodou com baixa pressão. Para mitigar esses riscos, o Inmetro estabeleceu regras para a fabricação e comercialização desses pneus.

Assim como os pneus novos, os remolds legalizados também precisam receber o selo de conformidade do Inmetro. A presença desse selo, que pode ser consultado, é o primeiro indicativo de que o produto atende a um padrão mínimo.

No entanto, os padrões exigidos para um pneu remold não são os mesmos de um novo. A carcaça já passou por um ciclo de vida completo, sofrendo estresse e fadiga do material.

Mesmo com a certificação, a integridade estrutural de um remold nunca será equivalente à de um produto novo. A fadiga do material é um fator de risco que não pode ser totalmente eliminado.

É uma aposta na qualidade da inspeção inicial feita pelo fabricante do remold. A segurança depende diretamente desse primeiro passo.

Riscos reais: o que pode acontecer na prática?

O maior e mais perigoso risco associado ao pneu remold é a falha estrutural súbita. Isso pode se manifestar com o descolamento da banda de rodagem.

Esse problema é mais comum em altas velocidades ou em dias quentes. A perda de controle do veículo é quase instantânea e pode resultar em um acidente grave.

Outro problema comum é o surgimento de bolhas ou deformações nas laterais. Essas bolhas indicam um rompimento interno das lonas de reforço da carcaça.

Uma vez que uma bolha aparece, o pneu está condenado. O risco de um estouro repentino é altíssimo, como frequentemente alertado por portais de segurança no trânsito.

A durabilidade de um pneu remold também é consideravelmente menor. Enquanto um novo pode durar entre 40.000 e 60.000 km, a vida útil de um remold raramente ultrapassa os 30.000 km.

Muitas vezes, essa durabilidade é ainda menor. Isso impacta diretamente o cálculo do custo-benefício.

Analisando o custo-benefício: a economia vale a pena?

À primeira vista, a economia parece óbvia. Se um pneu novo custa R$ 400 e um remold custa R$ 200, a economia é de 50%.

Porém, para uma análise justa, é preciso considerar o custo por quilômetro rodado. Se o pneu remold dura apenas metade do tempo, a economia inicial pode ser completamente anulada.

Vamos a um exemplo prático. Um pneu novo de R$ 400 que dura 50.000 km tem um custo de R$ 8,00 por mil quilômetros.

Um pneu remold de R$ 200 que dura 25.000 km tem o mesmo custo de R$ 8,00 por mil quilômetros. Nesse cenário, o custo é o mesmo, mas o risco de segurança assumido foi muito maior.

A situação pode ser ainda pior. Se o remold durar apenas 20.000 km, seu custo por mil quilômetros sobe para R$ 10,00, tornando-o mais caro a longo prazo.

Além disso, pneus remold geralmente têm menor aderência em piso molhado e aumentam a distância de frenagem. A Polícia Rodoviária Federal constantemente reforça a importância de pneus em bom estado para evitar acidentes.

Sua segurança e a de sua família não podem ser uma aposta. Não se arrisque com pneus de procedência duvidosa para economizar um valor que, a longo prazo, pode nem ser real.

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