Primeiro dia quente de outubro, você liga o ar-condicionado do carro e vem aquele cheiro de mofo. O sistema passou o inverno quase parado, e a umidade de Florianópolis é o ambiente preferido de fungos e bactérias.
A solução costuma ser simples: trocar o filtro de cabine e fazer a higienização do ar-condicionado antes de o calor apertar. Abaixo, estão os sinais de que chegou a hora e o que muda no conforto e na saúde de quem anda no carro.
Cinco sinais de filtro de cabine sujo
Cheiro de mofo ou de pano úmido
É o sinal mais comum e aparece assim que o ar é ligado. O cheiro vem dos fungos que crescem no evaporador e no filtro de cabine, onde a água condensada fica parada.
Em cidade litorânea, com umidade alta boa parte do ano, esse cheiro volta mais rápido. Aqui, a limpeza precisa ser mais frequente do que no interior.
Vento fraco mesmo na potência máxima
Filtro saturado de poeira segura o ar. O ventilador trabalha no máximo e sai pouco vento pelas saídas. Esse esforço extra também pesa no consumo de energia. Em carro a combustão, aparece no consumo de combustível, um dos itens que o Inmetro avalia na etiquetagem veicular.
Vidro que embaça fácil
O ar-condicionado do carro também tira a umidade da cabine. Com filtro entupido e evaporador sujo, o para-brisa demora a desembaçar em dia de chuva. Nesse caso, já não é só conforto. Em um temporal de primavera, alguns segundos sem enxergar pesam muito.
Espirros, olho coçando e rinite atacada
O filtro de cabine segura pólen, poeira, fuligem e esporos. Saturado, deixa passar parte disso e ainda devolve o que acumulou. Quem tem rinite ou asma percebe primeiro. Crianças pequenas e idosos também sentem mais.
Água pingando dentro do carro
Quando tira a umidade do ar, o sistema produz água, que sai por um dreno embaixo do carro. Se o dreno entope, a água volta e molha o tapete do passageiro. O tapete úmido vira foco de mau cheiro e de ácaros, e o cuidado com o estofamento entra junto, como mostramos no texto sobre como cuidar dos bancos do veículo.
Trocar o filtro e higienizar são coisas diferentes
A troca do filtro de cabine substitui a peça que barra as partículas antes de o ar entrar no sistema. Leva poucos minutos e segue o prazo do manual.
A higienização do ar-condicionado vai além. Produtos específicos entram no evaporador e nos dutos para eliminar o que o filtro não segura. Trocar só o filtro com o evaporador contaminado resolve a situação pela metade. Em poucas semanas, o cheiro volta. O contrário também acontece: se higienizar e deixar o filtro velho, a sujeira do filtro contamina novamente os dutos recém-limpos. O certo é fazer as duas coisas na mesma visita.
Para prédios e ambientes fechados, o Ministério da Saúde tem regras de limpeza periódica de climatização na Portaria 3.523/1998. O carro não entra nessa norma, mas a lógica de manutenção preventiva é a mesma.
Por que fazer antes do verão
Entre dezembro e março, o ar-condicionado do carro trabalha quase todo dia. Chegar nessa fase com o sistema limpo evita que o problema apareça no meio de uma viagem de férias. O calor acelera a multiplicação de micro-organismos quando o sistema já está contaminado. Um cheiro leve em outubro pode virar um cheiro forte em janeiro. A previsão sazonal do Instituto Nacional de Meteorologia dá uma ideia do que vem por aí. Em Santa Catarina, o verão costuma unir calor e umidade alta.
Tem ainda o gás refrigerante. Na revisão, o técnico confere a pressão, porque gás baixo deixa o ar menos frio e força o compressor.
A película nos vidros também alivia o sistema, porque reduz o calor que entra. O nosso texto sobre insulfilm automotivo explica os limites que a lei permite.
E fazer isso em outubro ou novembro foge da fila de dezembro, quando a procura por serviço de ar-condicionado dispara nas oficinas da região.
De quanto em quanto tempo higienizar
A referência mais comum é trocar o filtro de cabine a cada 10 mil ou 15 mil quilômetros ou uma vez por ano. O manual traz o intervalo exato de cada modelo. Em cidade úmida, com poeira de obra ou estrada de chão, esse intervalo pode cair pela metade. Estacionar embaixo de árvore também enche o sistema de folhas e pólen.
A higienização do ar-condicionado costuma acompanhar a troca do filtro, pelo menos uma vez por ano. Quem usa o ar todo dia pode repetir a cada seis meses.
Carro de aplicativo e de frota pede intervalo ainda menor. Passa muita gente pela cabine, e o ar recircula por horas.
Um hábito simples segura o problema por mais tempo: desligar o compressor alguns minutos antes de chegar e deixar só a ventilação. O evaporador seca, e os fungos perdem a umidade de que precisam.
A resolução da Anvisa sobre qualidade do ar interior foi feita para ambientes climatizados de uso coletivo. Mesmo assim, mostra por que o ar recirculado precisa de filtro em dia, princípio que serve também para a cabine do carro.
Higienização do ar-condicionado na Casa Grande
Aqui na Casa Grande Auto Shopping, a revisão do ar-condicionado do carro entra no atendimento de mecânica geral. Trocamos o filtro de cabine, higienizamos o sistema e conferimos gás e compressor.
Carro híbrido tem particularidades, porque muitos modelos usam compressor elétrico. As diferenças estão no texto sobre manutenção de híbridos e elétricos.
Muita gente aproveita a troca de óleo ou a checagem dos pneus para resolver o ar na mesma visita. Economiza uma ida até a oficina.
Ficamos no Estreito e atendemos de segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h e, no sábado, até o meio-dia. Para marcar antes da correria de dezembro, o caminho é entrar em contato via WhatsApp ou pelo telefone (48) 3240-4900.
Um filtro de cabine custa pouco perto do que protege. Em janeiro, você vai agradecer por ter resolvido agora.