A direção é o sistema que conecta o comando do motorista à ação do veículo. É um dos sistemas de segurança mais críticos e, ao mesmo tempo, um dos que mais oferece conforto.
Antigamente, manobrar um carro parado exigia força física considerável. Com a popularização da direção hidráulica (e mais recentemente a elétrica), esse esforço desapareceu. O sistema atua como um multiplicador de força.
No entanto, por ser um sistema que lida com alta pressão de óleo e componentes mecânicos de precisão, ele está sujeito a desgastes. Quando ele começa a falhar, o primeiro sinal quase sempre é sonoro.
Chiados agudos, estalos metálicos, zumbidos graves ou a sensação de “areia” ao girar o volante são alertas de que a assistência está comprometida.
Estes sons indicam atrito excessivo, folga mecânica ou falta de lubrificação hidráulica. A falha total desse sistema em uma curva de alta velocidade pode ser aterrorizante: o volante endurece repentinamente, exigindo força bruta para corrigir a trajetória.
A atenção a esses ruídos é indispensável. O Jornal do Carro alerta que o travamento ou endurecimento repentino da direção é uma causa frequente de acidentes urbanos e rodoviários que poderiam ser evitados.
A seguir, detalhamos tecnicamente os quatro problemas mais comuns associados a ruídos na direção e como a Casa Grande Auto Shopping resolve cada um.
1. Nível baixo ou fluido vencido (a causa mais comum)
O sistema hidráulico funciona pressurizando um óleo específico para empurrar um pistão dentro da caixa de direção, ajudando você a virar as rodas.
Se houver pouco óleo, a bomba hidráulica começa a aspirar ar junto com o fluido. Esse fenômeno, conhecido como cavitação (formação de bolhas de ar), é o grande vilão.
O sintoma clássico é um zumbido alto e constante (“nhéééé”) ou um gemido “choroso” ao girar o volante, especialmente quando ele chega ao final do curso (batente).
Causas:
- Vazamento: o óleo não evapora. Se o nível baixou, há um vazamento em mangueiras, abraçadeiras ou nos retentores da caixa.
- Óleo vencido: o fluido hidráulico também vence. Com o tempo, ele oxida e acumula umidade e limalhas de metal. Ele fica escuro e perde a viscosidade, deixando de proteger as peças internas.
A solução envolve não apenas completar o nível, mas identificar o vazamento e realizar a troca completa do fluido (sangria) para remover contaminantes.
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2. Correia da bomba chiando ou patinando
A bomba da direção hidráulica não funciona sozinha; ela é movida pelo motor através de uma correia de acessórios (poli-V).
Se essa correia estiver frouxa (falta de tensão), ressecada pelo tempo ou contaminada com óleo, ela perde a aderência na polia da bomba.
O sintoma é inconfundível: um chiado agudo e estridente, semelhante a um grito, que ocorre principalmente ao ligar o carro pela manhã ou ao esterçar o volante até o fim.
Isso significa que a correia está patinando (escorregando) sobre a polia. Além do ruído ensurdecedor, a direção pode ficar momentaneamente dura, dando “trancos” no volante.
A Continental, uma das maiores fabricantes mundiais de correias, recomenda a inspeção visual a cada 10 mil km. Correias com rachaduras devem ser trocadas imediatamente.
Se a correia arrebentar na estrada, você perde não só a direção hidráulica, mas, muitas vezes, o alternador (carga da bateria) e a bomba-d’água (arrefecimento), parando o carro totalmente.
Evite esse cenário de guincho agendando sua revisão na Casa Grande.
3. Falha interna na bomba hidráulica
A bomba é o coração do sistema. Ela contém um rotor com palhetas retráteis que giram em alta velocidade para gerar pressão (chegando a mais de 100 bar).
Se o carro rodou muito tempo com nível de óleo baixo ou com óleo muito sujo, essas palhetas e a carcaça interna da bomba sofrem desgaste severo (riscos profundos).
O sintoma é um ronco grave e mecânico, que é constante mesmo sem mexer no volante, mas que aumenta de volume conforme a rotação do motor sobe (ao acelerar).
Diferentemente do chiado da correia, esse barulho vem de dentro da peça metálica. Indica que a bomba está “moendo” internamente.
Uma bomba roncando geralmente não tem reparo confiável e precisa ser substituída por uma nova ou remanufaturada com garantia. É um reparo essencial, pois se ela travar, pode quebrar a correia do motor.
A SAE Brasil enfatiza em seus artigos técnicos que componentes hidráulicos desgastados aumentam exponencialmente o esforço físico e o tempo de reação do motorista em manobras evasivas.
Para manter o sistema saudável, muitas vezes, é necessário verificar também o tensionador da correia. Veja mais em Elétrica e Mecânica na Casa Grande.
4. Problemas na caixa de direção (estalos e folgas)
A caixa de direção (ou setor de direção) é o mecanismo que traduz o movimento rotativo do volante para o movimento linear que empurra as rodas para a esquerda ou direita. Ela contém pinhão e cremalheira.
O desgaste nos dentes dessas engrenagens ou nas buchas internas da caixa gera folgas.
O sintoma são estalos secos (“tuc-tuc”) ou batidas metálicas sentidas no assoalho e no volante ao passar por terrenos irregulares ou ao virar o volante rapidamente de um lado para o outro.
Isso é perigoso porque a folga na direção deixa o carro impreciso. Você vira o volante, e o carro demora a responder (“zona morta”).
O portal Oficina Brasil, referência para mecânicos, destaca que folgas na caixa de direção provocam um efeito colateral caro: o desgaste irregular acelerado dos pneus, pois as rodas ficam oscilando lateralmente enquanto o carro anda.
O reparo da caixa de direção é complexo e exige mão de obra especializada. E atenção: após qualquer intervenção na direção, é obrigatório refazer a geometria do veículo.
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Não comprometa sua segurança e a da sua família por causa de um barulho. Direção dura ou barulhenta não é normal. Agende o diagnóstico completo do sistema de direção na Casa Grande Auto Shopping.
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