Os pneus são, indiscutivelmente, os componentes de segurança ativa mais importantes do seu veículo. Eles são o elo físico entre a engenharia do carro e o asfalto.
Em uma viagem de férias, as condições de uso dos pneus mudam drasticamente em comparação ao rodar urbano. Velocidades altas e constantes geram muito mais calor.
O peso extra das bagagens e passageiros exige mais da estrutura do pneu. As curvas de rodovia exigem aderência lateral máxima.
Ignorar o estado dos pneus antes de viajar é um convite ao perigo. Um pneu em más condições compromete a frenagem, a estabilidade e aumenta o risco de estouro.
Além da segurança, pneus mal cuidados pesam no bolso. A pressão incorreta aumenta o consumo de combustível significativamente.
A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) alerta que rodar com pneus descalibrados reduz a vida útil deles em até 25%. Neste guia, vamos aprofundar nos três pilares da manutenção de pneus: pressão, desgaste e o estepe.
1. A Ciência da Calibragem Correta
A calibragem não é apenas “encher o pneu”. É ajustar a pressão interna para suportar a carga do veículo.
Pneus com baixa pressão (murchos) são perigosíssimos na estrada. A falta de ar faz com que as laterais do pneu flexionem excessivamente.
Essa flexão gera um superaquecimento da borracha, que pode levar à desintegração estrutural e ao estouro do pneu em alta velocidade.
Além disso, pneu murcho aumenta a área de atrito desnecessário, fazendo o motor fazer mais força e gastar mais gasolina.
Por outro lado, pressão excessiva deixa o carro instável, “quicando” na pista, e desgasta o centro da banda de rodagem prematuramente.
O segredo está no manual do proprietário (ou no adesivo na porta/tanque). Lá existe uma tabela específica para “Carro Vazio” e “Carro Carregado”.
Para viajar, você deve usar a pressão de carga máxima. Isso garante que o pneu suporte o peso das malas sem deformar.
Calibre os pneus sempre frios (tendo rodado menos de 3km). Se rodar muito, o ar esquenta e expande, dando uma leitura falsa no calibrador. Se precisar de pneus novos ou uma verificação profissional, visite nossa Loja de Pneus na Casa Grande.
2. Desgaste e TWI: Aprendendo a Ler a Borracha
Como saber se o pneu ainda é seguro? Não confie apenas no “olhômetro”. Use a tecnologia do próprio pneu: o TWI (Tread Wear Indicator).
O TWI são pequenas elevações de borracha situadas dentro dos sulcos principais do pneu. Eles têm exatamente 1,6mm de altura.
Quando a banda de rodagem se desgasta e atinge o nível dessas marcas, o pneu é considerado legalmente “careca”.
Rodar com pneu abaixo desse limite é infração grave de trânsito, mas o risco físico é pior que a multa.
Sem a profundidade dos sulcos, o pneu perde a capacidade de drenar a água em dias de chuva.
Isso leva à aquaplanagem: o carro perde contato com o asfalto e flutua sobre a lâmina d’água, tornando a direção e o freio inúteis.
Especialistas da Michelin recomendam a troca antes mesmo de chegar ao TWI, por volta de 3mm, para garantir segurança máxima na chuva.
Além da profundidade, procure por bolhas, cortes laterais ou ressecamento (rachaduras) na borracha. Uma bolha indica rompimento interno e risco iminente de explosão.
Desgastes irregulares (mais de um lado que do outro) indicam problemas de suspensão. Nesse caso, é vital fazer o Alinhamento e Balanceamento.
3. O Estepe: O Herói Esquecido
O estepe é aquele amigo que você só lembra quando precisa, mas se ele te deixar na mão, a situação fica crítica.
É muito comum motoristas terem um pneu furado na estrada, descarregarem todo o porta-malas para pegar o estepe, e descobrirem que ele está vazio.
A borracha do estepe é porosa e perde pressão naturalmente com o tempo, mesmo sem uso.
A regra de ouro é: calibre o estepe sempre com 2 a 3 libras a mais do que a pressão máxima recomendada. É mais fácil esvaziar um pneu cheio demais na hora da emergência do que encher um murcho.
Verifique também se você tem a chave para soltar o estepe (alguns carros têm parafusos de segredo) e se o macaco está funcional.
Se o seu carro usa pneus do tipo Run Flat ou não tem estepe (apenas kit de reparo), certifique-se de que o kit (selante e compressor) está dentro da validade.
O portal automotivo Auto Esporte reforça que a validade de um pneu é de 5 anos. Se seu estepe é original de um carro de 10 anos, ele pode esfarelar ao ser usado.
4. Alinhamento e Balanceamento: O Toque Final
Antes de viajar, o alinhamento é mandatório. Buracos na cidade tiram a geometria da suspensão do prumo.
Carro desalinhado “puxa” para o lado, exigindo correção constante no volante. Em uma viagem de 4 ou 5 horas, isso causa fadiga física ao motorista.
O balanceamento das rodas evita que o volante trepide em velocidades de cruzeiro (entre 80 e 110 km/h).
Essa trepidação, além de desconfortável, danifica componentes da direção e da suspensão a longo prazo.
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Não arrisque a vida da sua família por descuido. Passe na Casa Grande Auto Shopping para uma revisão completa dos pneus e viaje com a certeza de chegar bem ao seu destino.