O amortecedor gasto é um problema silencioso. Ele se desgasta tão devagar que o motorista se acostuma com o carro balançando mais do que deveria.
Quando alguém de fora entra e comenta que o carro parece um barco, o problema já avançou. E o efeito disso vai além do desconforto.
O que o amortecedor faz além de deixar o carro confortável
O amortecedor controla o movimento da mola. Ela absorve a curva, e ele impede que ela continue oscilando depois. Sem esse controle, o carro seguiria quicando por vários segundos, e o pneu perderia contato com o chão nesse intervalo.
Aí está o ponto que quase ninguém associa ao amortecedor: a aderência. Pneu no ar não freia, não esterça e não transmite força.
O Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) trata disso no material sobre amortecedores e segurança. Entre as funções listadas estão manter a estabilidade na frenagem e sustentar o alinhamento. O nosso material sobre serviços de suspensão reforça esse raciocínio.: molas, buchas, bandejas, pivôs e barras estabilizadoras trabalham juntos com os amortecedores.
Quando uma dessas peças cede, as outras assumem um esforço extra. É assim que um problema simples se transforma em uma sequência de trocas.
Cinco sinais de amortecedor gasto que você percebe dirigindo
O primeiro é o balanço prolongado depois de passar por um buraco. O carro sobe, desce e ainda oscila mais uma ou duas vezes antes de se estabilizar.
O segundo é o mergulho na frenagem. A frente afunda demais quando você pisa no freio com firmeza.
O terceiro aparece nas curvas, quando a inclinação lateral é maior que a habitual. A sensação é de que o carro demora mais para se estabilizar.
O quarto envolve situações como vento lateral e ultrapassagem de caminhões. Um carro com amortecedores desgastados sai de linha com facilidade.
O quinto é a instabilidade em pisos irregulares. O volante fica nervoso e exige correções constantes das mãos.
O nosso conteúdo sobre sinais de que a suspensão precisa de revisão traz um panorama do sistema. Aqui o foco fica no amortecedor.
O teste do quique e a inspeção visual que qualquer um faz
O teste do quique é o mais conhecido e continua sendo útil. Ele consiste em apoiar o peso do corpo sobre um canto do carro, empurrando-o para baixo e soltando em seguida. O veículo deve subir, retornar à posição normal e se estabilizar rapidamente. Se continuar oscilando por alguns movimentos, pode haver perda de eficiência. Se continuar oscilando por alguns movimentos, pode haver perda de eficiência do amortecedor. Repita o procedimento nos quatro cantos e compare os resultados.
A inspeção visual complementa o teste. Olhe a haste do amortecedor procurando sinais de vazamento ou manchas de óleo na peça. A presença de fluido pode indicar amortecimento comprometido. Nesse caso, a substituição deixa de ser opcional.
Aproveite para observar os pneus durante a mesma inspeção. Desgaste irregular, manchas ou ondulações costumam acompanhar amortecedores gastos.
O que o amortecedor gasto faz com os pneus e com a frenagem
O efeito na frenagem é o mais sério. O Observatório Nacional de Segurança Viária relata que o desgaste pode aumentar a distância de frenagem em até três metros. Três metros parecem pouco no papel, mas mudam tudo em uma emergência. É a diferença entre parar antes da faixa e parar em cima dela.
O efeito nos pneus vem em seguida e pesa no bolso. O contato irregular gera desgaste em pontos específicos da banda de rodagem. Esse padrão encurta muito a vida útil do pneu. Você troca antes do prazo e paga mais caro no ciclo.
Em piso molhado, o quadro piora, porque o pneu precisa de pressão constante para expulsar a água. Amortecedores gastos favorecem a aquaplanagem.
Quem roda na região conhece o cenário abordado no artigo sobre pneus para o clima catarinense. O inverno aparece no conteúdo sobre carro no inverno em Florianópolis.
Quando trocar e por que sempre em pares
Não existe um número de quilometragem que sirva para todos os carros. O desgaste depende do piso, do peso transportado e da forma de dirigir. Algumas marcas sugerem a troca entre 40 e 60 mil quilômetros, e, uma referência prática, é avaliar o conjunto a cada 10 mil quilômetros. Isso não significa trocar, apenas verificar o estado.
Ruas esburacadas, excesso de carga e passar por quebra-molas em alta velocidade encurtam a vida útil dos pneus. Reduzir a velocidade prolonga o conjunto inteiro.
A troca deve acontecer sempre em pares, dianteiros ou traseiros juntos, pois peças novas de um lado e gastas do outro criam um desequilíbrio na frenagem. Depois, vem a etapa que muita gente pula. A geometria 3D corrige os ângulos alterados e evita que o pneu desgaste torto.
O Portal do Trânsito destaca que a falta de manutenção triplica o risco de acidente. O Código de Trânsito Brasileiro trata o mau estado de conservação como infração.
Traga o seu carro para a revisão de suspensão na Casa Grande
A Casa Grande tem mecânicos especializados em suspensão e equipamentos para avaliar cada componente. A inspeção cobre amortecedores, molas, buchas, pivôs e bandejas.
O diagnóstico acontece sempre antes do orçamento. Você fica sabendo o estado de cada peça e decide com a informação na mão. Confirmada a troca, o serviço inclui substituição em pares e acerto da geometria. O carro sai pronto, sem etapa pendente.
Vale revisar os pneus no mesmo momento, já que os sistemas se influenciam. A troca de pneus junto com a suspensão entrega um ganho maior.
A nossa unidade fica no Estreito e funciona de segunda a sexta-feira das 07h45 às 18h, e, no sábado, pela manhã. Você pode agendar uma visita pelo telefone (48) 3240-4900.
Se o carro balança demais, mergulha na frenagem ou parece instável em curva, não deixe para depois. Agende a avaliação e recupere a estabilidade. Mande-nos uma mensagem!